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AMIN KONTAR PARTE - I
 

AMIM KONTAR, UMA VIDA UMA SAGA.
Por: Reginaldo Palazzo

 

 Graças ao Advogado Criminalista Dr. Sanderson Moura, a história desse injustiçado homem, volta à tona, e não se perde como outras histórias que o tempo apagou no rastro da ignorância dos que não dão valor ao passado.

            Tive o prazer de conhecer esse renomado advogado pessoalmente, ver e sentir toda sua indignação com o caso passado há tantos anos atrás.
             Durante a visita que fizemos ao túmulo de Amin Kontar, além de rezar, demos uma pequena limpada, pois o mesmo estava muito sujo; momento no qual nos deparamos com várias cartas dos mais diversos pedidos, além de fios de cabelos, anéis, brinco, etc.  

            
Duas coisas me impressionaram nessa visita: A 1ª Foi com a ligação histórico-espiritual que o Dr. Sanderson tem com esse caso, coisas que não tem explicação. Em meus profundos pensamentos tive a sensação, que, se de alguma forma ele pudesse voltar ao passado, partiria para cima dos algozes de Amim com peito aberto, usando de qualquer meio para evitar sua tortura.
             A 2ª é que durante as fotos que fizemos da mureta que cerca o túmulo, para mostrar a quantidade de velas que são acesas, apareceu à feição de um homem sofrido, como se tivesse de olho roxo, desdentado aparentando muito sofrimento de uma pessoa surrada. (Vide foto abaixo)
             Se isso é fruto ou não de nossa imaginação, o tempo dirá; tempo este que corre rápido, para que seja feita justiça, pelo menos no que diz respeito a memória desse homem.
                                 
             A julgar pela quantidade de flores e velas usadas ou não em seu túmulo, (Foto) 
                                observei,  que se dependesse do povo tarauacaense, Amin Kontar já teria sido no mínimo beatificado, faltando portanto alguns estudos de milagres para ser santificado; pois pela quantidade de pedidos, muita graça já deve ter sido alcançada.  
              O túmulo de Amin Kontar tem o símbolo da Ampulheta com asas de anjo dentro de um triângulo   (foto)  que significa  a queda eterna do tempo, a natureza transitória da existência Humana. As ampulhetas aladas, simbolizando o tempo que voa, são representadas com asas de anjo (diurnas) ou com asas de morcego (noturnas).
             A cela onde Amin ficou preso na antiga cadeia velha, onde hoje é a SUCAM (foto)           Mostra bem onde começou sua tortura; digna de uma solitária, nesse espaço exíguo, Amim deve ter ficado com a boca seca de tanto repetir a frase: “Não fui eu, não sei quem foi”.

             O erro histórico de nenhuma autoridade em quaisquer esfera seja ela Municipal ou Estadual, dar se quer o nome de uma rua ao Santo de Tarauacá, em breve deve ser sanado; vislumbro coisas boas vinda com o nome Amin Kontar, mas isso deixo para o seu maior defensor divulgar na hora certa; Dr. Sanderson da Silva Moura.