Ao longo dos barrancos pequenas
plantações de banana e milho atestam
que a agricultura de subsistência ainda funcionam como o grande
sustentáculo pra o sustento da família. No Alto Envira a pequena
agricultura e a pesca ainda garantem a economia local. No curso do rio,
troncos de árvores arrancadas das margens atestam o assoreamento de um
rio ainda em formação.
Na chegada a aldeia, a homenagem sincera
do grupo Kaxinawa. É dia de
festa,e o grupo Boa União recebe a Coligação de braços abertos.
Cantando e dançando num de seus rituais tradicionais, os indígenas
demonstram sua afeição carregando o candidato a Governo do Estado,Tião
Bocalom, numa prova de carinho e satisfação pela visita.
A aldeia compreende 14 famílias, num
total de 72 pessoas que
comemoram ainda o aniversário de 64 anos de Hunukui Bake. A festa reúne
diversas aldeias da vizinhança, num congraçamento que reforça os laços e
consolida a união de etnias diversas. No interior do barracão, a festa
fica ainda mais empolgante com a chamada Dança do Monu, que envolve
os
candidatos na animação do evento.
Aos convidados é oferecido ainda o rapé e caiçuma, lembrando que o
dia é de festa e comemoração pela vida. Os índios aproveitaram a visita
da Coligação para colocar suas reivindicações mais urgentes e criticar
autoridades do Estado que durante muito tempo realizaram promessas que
jamais foram cumpridas. A idéia, segundo o grupo indígena, é que somente
a renovação política e a alternância de poder podem trazer melhorias
para toda a comunidade. Para eles, é preciso, antes de tudo, conhecer a
realidade local, sobretudo a indígena, para querer ocupar os cargos de
mando tanto do Estado quanto do país.
Do comitê de Campanha do candidato Tião Bocalom