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Em 2008 havia 1,5 milhão de pessoas entre
a Ucrânia e o Cazaquistão que
estavam infectadas, o que constitui uma alta de 66% com relação a 2001.
Nesses países, a epidemia está concentrada em pessoas que se injetam
drogas, prostitutas e pessoas com as quais mantêm relações sexuais, com
um aumento significativo entre as mulheres.
O estudo ressalta que a Rússia e a Ucrânia vivem epidemias de especial
dureza, cujo número total de doentes constitui 90% dos doentes de aids
na região.
A situação calamitosa da aids e sua rápida propagação nesses países é
precisamente um dos enfoques da conferência internacional de seis dias
que começou em Viena.
Também denunciam que as pessoas que usam drogas sofrem discriminação
global, mas que tanto a escala como o grau de estigmatização são
excepcionalmente estendidos na ex-União Soviética.
Além disso, aos drogados frequentemente são negados os serviços que
outros cidadãos têm, da saúde até o atendimento legal, apesar dos
direitos constitucionais vigentes nesses países.
Apesar do aumento do número de pessoas que receberam tratamento contra o
HIV nos últimos anos, o acesso aos remédios anti-retrovirais continua
sendo relativamente baixo nesses países.
O estudo precisa que em 2007 se estimava que apenas na Rússia, dos 940
mil infectados com o HIV, 416 mil pessoas figuravam como doentes, sendo
os custos o principal obstáculo para receber tratamento.
Ao menos 1,1% dos russos adultos está infectado com a aids, enquanto na
vizinha Ucrânia esse número passa para 1,6%. Em outros países da região
os números de doentes de HIV são igualmente preocupantes: 13 mil em
Belarus, 12 mil no Cazaquistão e 16 mil no Uzbequistão.
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